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Seis jardins incríveis

Não são apenas o aroma e as flores que atraem turistas. Espalhados pelo mundo todo, eles reservam muitas histórias e curiosidades

Redação iG Viagens |

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Jardins de Versalhes: um passeio inesquecível – Foto: SXC

Projetados minuciosamente pelo paisagista André Le Nôtre, os Jardins de Versalhes no maior palácio da Europa fazem jus à pompa do rei Luís XIV, o Rei Sol, que iniciou a construção do local em 1668. Quando se fala em minucioso, não é exagero. Os canteiros, lagos e esculturas se unem ao ambiente de maneira geométrica, como se nem uma folhinha estivesse fora do lugar.

Os caminhos são cercados por vasos e árvores, além das estátuas de bronze que volta e meia se misturam à paisagem, enquanto fontes inspiradas em figuras da mitologia grega surgem nos lagos. São cerca de 1400 delas, onde deuses como Netuno e Apolo emergem das águas como imagens reais petrificadas, tamanha a perfeição da arte. O eixo central dos jardins é o Grand Canal, um lago de quase 2 km de comprimento, criado com o propósito de refletir o pôr-do-sol e formar mais uma das mais belas cenas de Versailles.

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Diante do imenso palácio, outros dois menores estão instalados nos jardins, sendo um, o Petit Trianon, o mais requisitado pelo público por ter sido o preferido da rainha Maria Antonieta. O outro, Grand Trianon, também pode ser visitado, e era onde Luís XV costumava viver suas aventuras com a amante, Madame de Pompadour.

Para não perder nada, acesse o calendário no site do palácio e confira o horário dos shows e exposições de cada mês. Os espetáculos com as águas das fontes, por exemplo, são imperdíveis e acontecem à tarde e à noite, dependendo da estação do ano.

Place d’Armes, s/n, tel. 01/3950-3622. Entrada: € 15 (para visitar os Domínios de Maria Antonieta, € 21). Gratuito no primeiro domingo de cada mês.

 

Butchart Gardens
Em Vancouver Island, Canadá

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Em Vancouver Island, Canadá – Foto: Butchart Gardens

 

Há mais de um século, a família Butchart conserva uma área de 22 hectares de jardins e recebe cerca de um milhão de visitantes por ano. Tudo começou em 1904, quando Jennie Butchart, a matriarca da família, resolveu enfeitar uma pedreira explorada pela empresa de cimento do marido com rosas e plantas de ervilha. Atualmente, o Butchart Gardens tem cinco jardins: o Sunken Garden, o Jardim das Rosas, o Jardim Japonês, o Jardim Mediterrâneo e o Jardim Itália.

Para manter as flores abertas de março a outubro, a família conta com a ajuda de 50 jardineiros, que todos os anos renovam cerca de um milhão de mudas nos canteiros. A primavera, como já era de se esperar, é a temporada na qual os jardins estão mais bonitos. Árvores cerejeiras florescem, mais de 200 mil narcisos, tulipas e azaléias mostram suas cores e o ar ganha um cheiro suave e delicioso. É nessa época também que o Butchart Gardens é procurado pelos noivos. Afinal, quer lugar mais romântico para um casamento?

Mas o ano das flores não termina por aqui. Mesmo em menor quantidade, no verão ainda há muitas delas para se admirar. E para aproveitar o calor da estação, concertos de música e shows com fogos de artifício são realizados por lá. No outono, as begônias tomam conta do espaço, enquanto no inverno a diversão fica a cargo das pistas de patinação no gelo.

Benevento Avenue, 800, Brentwood Bay (a 21 km de Vitória). Aberto a partir das 9h. Preços variam conforme a estação, sai a partir de CAD 16.

 

Keukenhof Gardens
Em Amsterdã, Holanda

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Keukenhof Gardens: um mar de flores coloridas – Foto: Thinkstock/Getty Images

Em holandês, “keukenhof” significa “jardim da cozinha”. Esse nome veio do século XV, quando o território onde hoje está localizado o jardim era usado como área de caça pela condessa Jacqueline de Wittelsbach. Entretanto, há 60 anos a situação está diferente: atualmente, cerca de 7 milhões de flores preenchem os 32 hectares do parque, entre narcisos, jacintos, bulbos e principalmente tulipas.

Vermelho, amarelo, azul, verde, rosa… no Keukenhof Gardens a impressão que se tem é a de estar em um mar de flores coloridas, metricamente posicionadas para formar canteiros impressionantes. Entre as plantações, lagos, fontes, obras de arte, moinhos de vento e praças completam o cenário, onde é possível andar de bicicleta, de barco ou simplesmente a pé. Por € 7,50 os chamados “barcos sussuros” – que não fazem muito barulho – levam os visitantes para dar uma volta relaxante entre as flores e garantem excelentes fotografias. Aliás, se o seu hobbie é fotografar, aproveite. Keukenhof Gardens é um dos lugares onde as fotos dificilmente saem feias.

Stationsweg, 166ª (entre Amsterdã e The Hague), tel. +31 (0) 252 465 555. Aberto diariamente das 8h às 19h30. Entradas: € 14,50.

 

Yu Gardens
Em Xangai, China

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Yu Gardens: espaço para algumas horas de descanso – Foto: Thinkstock/Getty Images

Localizado em um antigo bairro de Xangai, o Yu Gardens foi construído durante a dinastia Ming há mais de 400 anos. É um lugar que reflete muito bem as técnicas de paisagismo e arquitetura chinesas, principalmente as do sul do país. Mas o que mais atrai as pessoas para lá é, sem dúvida, a oportunidade de tirar algumas horas de descanso. Em uma das cidades mais movimentadas do mundo, um refúgio como esse é um privilégio.

Para conhecê-lo inteiro, é preciso caminhar entre pavilhões e salões rodeados por pedras e lagoas ornamentais. Mesmo pequeno – apenas 5 acres – é interessante reservar pelo menos uma manhã do dia para relaxar nos cerca de 40 cenários diferentes apresentados por ele.

Fang Bang Road, Shanghai, tel. +86 (0)21 6326 0830. Aberto das 8h30 às 17h.

 

Abraham Lincoln Memorial Gardens
Springfield, Illinois

Em 1936, a norte-americana Harriet Knudson teve uma ideia: homenagear o ex-presidente dos Estados Unidos Abraham Lincoln com um memorial vivo. No caso, um jardim – o Abraham Lincoln Memorial Gardens. No fim, o governo da cidade de Springfield acabou cedendo um terreno de 63 hectares (que já viraram 100) para a realização do projeto, atualmente uma das grandes atrações do país.

Tudo por lá gira em torno de Lincoln. Desde as espécies de árvores e flores – todas nativas dos três Estados nos quais ele morou enquanto era vivo, Kentucky, Indiana e Illinois – até as citações inscritas nos bancos de madeira espalhados pelo jardim.

Fora a homenagem, Knudson idealizou um espaço confortável, que hoje recebe os visitantes com caminhos cobertos por plantas e os chamados council rings (anéis conselho, em tradução literal), compreendem oito bancos circulares de pedra estrategicamente atraentes aos visitantes.

East Lake Shore Drive, 2301, tel. (217) 529-1111. Aberto 24 horas por dia. Entrada gratuita.

 

Jardim Botânico do Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, Brasil

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Jardim Botânico do Rio de Janeiro: recanto de tranquilidade – Foto: J. Quental / Divulgação Jardim Botânico

No Brasil, quando o assunto é jardim esse é um dos mais lembrados. Cenário certo de novelas e cartões-postais brasileiros, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro é marcado pela imagem de sua passarela de palmeiras imperiais, as Palma Mater, trazidas ao país por volta de 1808 como um presente a D. João VI.

Entre os ilustres que já o visitaram, Einstein e a Rainha Elizabeth II. E não só para ver as palmeiras. Além delas, o jardim tem milhares de amostras em um bromeliário, um orquidário e em hortas de plantas medicinais, insetívoras e carnívoras, que também servem como materiais importantes em estudos científicos e na preservação de espécies ameaçadas de extinção. Entre as iniciativas mais interessantes, o Jardim Sensorial figura entre as primeiras, com o propósito de ajudar na inclusão social de deficientes visuais por meio de oficinas práticas de manutenção das plantas e recuperação de canteiros.

Dos acervos de arte preservados pelo jardim está o Memorial Mestre Valentim, um dos mais importantes artistas do Brasil Colonial. Duas garças feitas por ele estão expostas em uma antiga estufa e impressionam por sua delicadeza. O chafariz central, ou das Musas, também é um marco com suas figuras representando a música, a poesia, a ciência e a arte.

Rua Jardim Botânico, 1008, tel. 21/3874-1808. Aberto diariamente. Entrada gratuita.

* preços pesquisados em novembro/2010 e sujeitos a alterações. O iG Viagens não se responsabiliza pelos preços divulgados e sugerimos consultar agências e operadoras.

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