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Viaje pelo mundo correndo

Participar de maratonas é uma boa desculpa para manter a forma e fazer turismo por grandes metrópoles globais

Rafael Bergamaschi, iG São Paulo |

Há 32 anos que o empresário Nelson Ferri, 63, descobriu a paixão por correr. O que começou como hobby foi, aos poucos, tornando-se parte essencial de um estilo de vida que o levou a conhecer mais de 15 países. “Tento unir sempre o útil ao agradável”, diz, ao explicar que sempre aproveita as viagens para fazer turismo. Partir em busca das mais conceituadas maratonas é uma forma alternativa de viajar – e diversas operadoras de viagem oferecem serviços personalizados para este público.

Segundo Elisabet Olival, diretora da Kamel Turismo, empresa que há 24 anos tem pacotes voltados aos corredores, quem viaja para correr não são apenas atletas profissionais. “Quem nos procura são pessoas normais, gente que simplesmente gosta muito desse esporte”, conta, antes de acrescentar: “o foco da viagem é a corrida, mas muitos aproveitam para dar uma ‘esticadinha’”.

 

Roteiros não faltam. A opção pode ser por uma das provas mais tradicionais, como Berlim, Londres, Nova York, Amsterdam, Paris e Roma, ou por um lugar menos procurado por brasileiros como Mumbai, Pequim ou Seul. Para escolher, é importante levar em consideração os trajetos (se tem muitas subidas e descidas, por exemplo), a distância (se o tempo é curto, talvez um destino próximo, como Buenos Aires, seja uma boa pedida), e quais as atrações do lugar (a maratona de Boston, por exemplo, é bem conceituada, mas a cidade carece de grandes atrações para os turistas).

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A escolha da advogada Ana Fuku, 33, em 2010, foi pela tradição histórica: Atenas, na Grécia, cidade onde foram realizadas as primeiras corridas de que se tem notícia. “A organização da maratona foi ótima, e a viagem então, mais ainda. Atenas é uma cidade linda, que respira história“, entusiasma-se.

Ana Fukui escolheu Atenas, berço das Olimpíadas, para correr uma maratona - Foto: Arquivo pessoal

Ana Fukui escolheu Atenas, berço das Olimpíadas, para correr uma maratona – Foto: Arquivo pessoal

Na capital grega, o trajeto da corrida saiu de uma lenda antiga. O soldado ateniense Fidípedes teria corrido dos campos de batalha da cidade de Maratona, em 490 A.C. até Atenas, para anunciar a vitória da cidade-estado em guerra contra os persas. Quando as Olimpíadas modernas tiveram início naquele mesmo lugar, no fim do século 19, os organizadores aproveitaram a história para dar nome à prova. “Eu me senti uma verdadeira atleta olímpica!”, brinca a advogada.

Quem não quiser dor de cabeça com o agendamento de hotéis, transporte e compra de ingressos pode buscar serviços especializados de diversas agências de viagem que oferecem serviço especializado. Segundo Alessandro Marques, representante da Trip Express, adquirir um pacote é melhor para não perder o foco. “Preparamos toda a logística para uma melhor performance do atleta”, diz. Os cuidados incluem acomodação próxima ao percurso da prova e voos com escalas curtas, que não sejam muito cansativas.

Nelson Ferri garante que viajar para correr não tem que ser um passeio solitário. “Viajo sempre com meu filho e, quando dá, levo minha filha e até meu neto.” O empresário, no entanto, faz apenas uma ressalva para os que já pensam em arrumar as malas: preparo físico e psicológico é essencial. “Tem que ir bem preparado. Se você não treina, não adianta”, aconselha.

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